Chuva Quente

terça-feira, março 22, 2005

O advogado do Diabo



Olhando para esta imagem e observando o que neste momento se passa no futebol internacional é razão para nos perguntarmos a nós mesmos - é Mourinho culpado ou não?

É uma questão já bastantes vezes discutida mas não me parece que haja uma resposta de sim ou não.

Vejamos: esta polémica toda vem a propósito da decisão do árbitro Anders Frisk de acabar com a sua promissora carreira de árbitro aos 33 anos (o limite para um árbitro são os 45) devido a ameaças de morte que passou a receber após arbitrar o jogo Barcelona-Chelsea.

Porém não foi o jogo em si, já flamejante que chegue, que provocou toda esta polémica parece óbvio que foram as declarações de Mourinho que instigaram ao comportamento brutalmente agressivo dos adeptos ou quem quer que sejam os fanáticos que enviaram as ameaças para o Sr. Frisk.

O que eu queria aqui referir é se é possível que um treinador "controle" os seus adeptos tal como um general controla as suas tropas?

Vistas as coisas deste prisma a situação torna-se algo preocupante pois dou razão aos membros da FIFA e da UEFA que culpam Mourinho de ter uma atitude agressiva e culpabilizante para com o árbitro em vez de tentar perceber as razão para o fracasso da sua equipa.

Ainda há uma segunda hipótese que é os adeptos terem a sua própria consciência e acharem que o árbitro prejudicou a sua equipa o que levará ao fanatismo extremo de enviar ameaças ao juiz da partida.

Meus caros amigos, a primeira hipótese é muito mais viável e provável do que a segunda pois os adeptos fanáticos terem a sua própria consciência digamos que é no mínimo uma aberração, pois se eles não conseguem ver que ameaçar é errado como podem eles pensar?

Em portugal já conhecemos bem a personalidade do Zé Mário (mais conhecido por Mourinho) mas lá na UEFA talvez ainda não o conheçam bem e das duas uma ou ele vai ser fortemente penalizado, se bem que perder seis pontos não é quase nada para ele, ou então os dirigentes adaptam-se à sua maneira de ser o que acho bastante improvável.

Enfim, louve-se o profissional e esqueça-se a personalidade pois muitos génios das artes tinham uma personalidade bastante irritante mas não deixavam de ser génios por isso.

Fiquem bem, até à proxima!


 

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