Chuva Quente

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Mensagens Romanticas para o dia dos namorados

Surgiu, recentemente, um sofisticado modo de receber mensagens escritas que tem vindo a adquirir grande adesão por parte dos portugueses. O modo ao qual me refiro trata-se de mandar a porcaria da palavra AMOR para o 3993 e gastar uma fortuna para receber uma merda duma mensagem do género: és o amor da minha vida! Tenho funcionários que me informaram desse serviço de burlagem e eu rapidamente investiguei o caso, confirmando a terrivel notícia. É pelo meu enorme interesse em transformar e evoluir a mentalidade portuguesa que eu, exmo. André Rocha me dediquei a seleccionar a dedo frase amorosas de grande prestígio e qualidade, expondo-as aqui para vosso disfruto.
Eis-las:

1. Amor, amo-te muito!
(reparem na simplicidade da frase e, por outro lado, na riqueza do conteúdo e da carga afectiva que ela possui! Verifiquem a intensidade que o determinante quantitativo “muito” atribui à frase, demonstrando que o/a indivíduo(a) está tremendamente apaixonado(a)).

2. Imploro-te! Possui-me por trás e, enquanto me puxas os cabelos, chama-me nomes!
(aqui, numa frase destinada a raparigas, denota-se mais um tipo de carácter erótico, mas com muito romantismo e sensualidade à mistura. Esta frase foi altamente cotada por um júri extremamente qualificado em frases românticas e está presente na famosa série televisiva Gato Fedorento)

3. Oh “Boua”! Faz-me uma sucção no meu pénis em prólogo do meu estímulo sexual, por favor!
(bonita frase, de alta riqueza vocabular que promete derreter os mais maciços corações. O sucesso é 95% garantido. Da frase só importa sobressair o “boua” cujo termo está redigido em linguagem guna e significa: s. f. acto ou efeito de beleza; elegante; formosa. E o “por favor” final, que guarda a chave do sucesso, a sua existência é fundamental)

4. Declaro-me a ti como um Nobel cavaleiro gélido, montado num cavalo negro e respirando o odor tenebroso de um agreste solo sangrento.
(não me agrada muito esta frase, acho-a porca e nojenta, estive prestes a censurá-la. O que me levou a escrevê-la foi o simples facto de ter sido recomendada por um amigo doutorado na faculdade de Paris em fraso – romantiologia de largos anos de experiência cujo nome não vou redigir respeitando a sua privacidade, o que prova a sua qualidade)

Termino assim o meu primeiro artigo, aproveitando para enviar os meus cumprimentos aos meus diversos amigos que estejam a consultar o artigo, e um cumprimento em especial ao José Miguel, que é um grande homem e uma pessoa que estimo muito e outro igualmente especial a Jorge Neves, cuja simpatia e amabilidade é de tal forma grande que fico sem palavras para o lisonjear.


 

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