Chuva Quente

quarta-feira, março 09, 2005

Chelsea vence em jogo de loucos



Num jogo absolutamente memorável o Chelsea levou a melhor sobre o Barcelona, naquele que muitos consideraram como uma final antecipada.

Permitam-me que digue mais pegando numa expressão do comentador da SportTV, João Rosado, foi sem dúvida um dos melhores jogos de sempre da Liga dos Campeões, arrisco mesmo a dizer que foi o melhor!!!

Se acham que a expressão "impróprio para cardíacos" não se aplica ao futebol então vejam e revejam este jogo...

Foi sem dúvida uns 90 minutos bem passados, um jogo rápido, emotivo, com oportunidades de parte a parte, futebol de ataque no seu estado mais puro, nenhuma das equipas se limitou a defender mostrando ao mundo que futebol defensivo pode dar títulos (não é Grécia??) mas apenas tem essa vantagem, porém quando olhamos às desvantagens: o desinteresse do público pelo futebol, é apenas a mais evidente.

Por todas estas razões é difícil citar jogadores nas duas equipas visto que eles elevaram o significado do termo equipa ao mais alto pedestal.

Consigo apenas citar três ou quatro nomes: no Barcelona, Deco e Ronaldinho.


O primeiro é apenas aquele que primeiro defende e primeiro ataca mostrando a sua enorme influência pelas equipas que passa. É o jogador que arruma a casa e lança o ataque com a precisão dos predestinados.

Ronaldinho é um jogador que apesar de toda a genialidade parece ter sempre mais qualquer coisa a acrescentar de novo, o seu 2º golo é qualquer coisa de fantástico: a forma como ele dá a entender que não sabe o que fazer à bola é puro engano, tal como um ladrão que vai efectuar o seu mais importante roubo, ele cria uma manobra de diversão para depois executar o golpe mortal, remate para o fundo das redes quando todos pensavam que ele ia passar ou perder a bola...

Do lado do Chelsea, permitam-me citar mais uma vez Makelele, uma turbina sempre em combustão, o francês parece ter pilhas intermináveis pois mesmo no fim do jogo era sempre ele que recuperava as bolas e lançava rapidamente o ataque não só com passes para desmarcação mas também em driblings desenfriados que deixavam o Barcelona em pânico constante.

Além disso o grande capitão John Terry esteve brilhante na defesa impondo a lei do mais forte e foi dele o golo que deu a passagem aos quartos-de-final ao Chelsea...

Nenhuma das equipas merecia perder porém só aqueles que não querem ver recusam-se a admitir que o talento e a sorte acompanham sempre Mourinho nos momentos em que ele mais precisa!

Para mim é difícil encontrar outro vencedor para a Liga dos Campeões que não o Chelsea, e olhem que não me lembro de um treinador que tenha consigo vencer este trofeu duas vezes seguidas com equipas diferentes.

Fiquem bem, cumprimentos


 

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