Para os mais cépticos...

Primeiro de tudo olá a todos!
Bom acho que o título e a foto já revelam o assunto ao qual eu me vou debruçar neste post.
Pois é, caros amigos - sim para vocês mesmos - afinal o homem tem jeito para o futebol ou tem uma sorte danada??
Acho que acima de tudo sorte foi o que lhe faltou nalguns momentos do jogo, mas depois voltou a acompanhá-lo novamente...
Mais do que sorte falta dizer que foi uma final alucinante do ponto de vista emocional.
Na minha opinião não foi uma final imprópria para cardíacos pois não houve assim tantas oportunidades de golo. No entanto foi um bom jogo.
Passando a uma análise mais profunda.
O jogo começou praticamente com o golo de Riise, que adiantou o marcador para o Liverpool logo aos 43 segundos da partida, ainda naquela fase em que os jogadores mal tinham cheirado o relvado, o Chelsea levou logo um golpe baixo...
Nos primeiros 30 minutos, ao contrário do esperado, a equipa londrina não reagiu de forma visível continuou a permitir os ataques do Liverpool. Mais preocupante ainda era a forma como os defesas e a linha média mais recuada dava a entender que queria vencer o jogo só que no último terço do terreno faltava um jogador que desse o chamado "click" ou seja que fizesse um passe, uma diagonal, uma penetração de maneira a criar uma oportunidade. Nestes primeiros 30 minutos a bola saía da defesa do Chelsea com a mesma velocidade com que era recuperada pelos defesas do Liverpool. Neste capítulo ressalve-se a enorme experiência do central Hyppia que apesar de apanhar um cartão amarelo logo no começo da partida não se intimidou e cortava praticamente todas as bolas que ameaçavam chegar perto da área da sua equipa.
A partir dos 30 tudo mudou. Os extremos Duff e Cole (este um falso extremo) começaram a adaptar-se melhor às suas posições estranhas (Duff estava na direita e Cole na esquerda) e as oportunidades começavam a surgir. Ao intervalo o Chelsea já começava a mostrar que o resultado era injusto e talvez o empate seria o ideal.
Com o início da 2ª parte veio a alteração de Gudjohnssen por Jarosik na formação londrina e um muito maior querer em mudar o rumo dos acontecimentos. O ataque azul começava a massacrar em demasia a defesa dos reds e pressentia-se o golo a qualquer momento. Apenas Dudek continuava a adiar essa essência do futebol.
Tudo continuou num impasse até que numa cobrança de um livre no meio campo, Paulo Ferreira fez sobrevoar a bola até à área onde a confusão entre três defesas do Liverpool fizeram o resto. A fava calhou a Gerrard que, no ar, ao tentar aliviar a bola acabou por introduzi-la na sua própria baliza... Estava feita a igualdade mais do que justa na partida.
Até ao fim dos 90 minutos ainda se esperava um golo no entanto em vão.
Com o prolongamento a equipa do Chelsea jogava com 3 avançados puros (Drogba, Gudjohnssen e Kezman) e dava mostras de poder marcar mais golos a qualquer momento. No entanto, como é óbvio abriu brechas na defesa que poderia trazer algum alento à equipa do Liverpool.
Como era esperado, aos 106 minutos do jogo Drogba, novamente com alguma confusão, recebe a bola na pequena área, tem tempo para a dominar com a coxa e introduzi-la dentro da baliza. Um erro grave da defesa do Liverpool. Cinco minutos depois na sequência de um livre de Lampard, Kezman tem tempo para empurrar a bola para dentro da baliza. O jogo parecia resolvido mas um minuto depois o Liverpool diminuía a diferença para 3-2 com um golo de cabeça de Nuñez algo protestado e a meu ver com razão pois pareceu haver carga sobre Cech.
Um excelente prolongamento, uns 90 mins não tão bons no entanto um jogo digno de uma final.
Falta dizer só alguns pormenores ou pormaiores, como queiram:
- a expulsão de Mourinho que não o foi - o treinador foi aconselhado pela polícia a retirar-se para outro local sob pena de haverem confrontos físicos, na sequência do seu gesto provocatório (um "xiu que eu é que sei", à maneira portuguesa!) após o 1º golo do Chelsea.
- três exibições: primeiro a de Ricardo Carvalho, um senhor na defesa dos blues que só surpreende quem não o conhece bem; a omnipresença de Makelele, o autêntico motor do Chelsea, recupera as bolas e coloca-as logo jogáveis nos jogadores mais adiantados para iniciar o contra-ataque; apesar de tudo o sentido posicional e a experiência de Hyppia que arrasou com muitos ataques do adversário, se não fosse ele talvez o resultado fosse mais alargado para o lado do Chelsea.
Posto isto acho que a imprensa inglesa tão cedo não diz mal do "Mourinho de Portugal", bem pelo menos até às próximas duas derrotas consecutivas!!!
Cumprimentos e boa semana para todos.

